O pombo-torcaz é o pombo grande e cinzento que arrulha nos bosques, nos campos e, cada vez mais, nos telhados das cidades da Europa. Ele não vive no Brasil: é uma espécie do Velho Mundo, e quem viaja para Portugal, Espanha ou o Reino Unido certamente vai encontrá-lo. No Reino Unido é o pombo mais comum, com cerca de 5,2 milhões de casais reprodutores (opens in new tab), e em Portugal o censo de aves comuns da SPEA (opens in new tab) registra um crescimento acentuado desde 2004.
Este guia mostra como diferenciá-lo das três aves com que ele mais é confundido, como é o seu canto, o que ele come (horta incluída), como cria os filhotes, quanto tempo vive e para onde vai no outono. Cada número vem da RSPB, do BTO, da BirdLife International, da SPEA ou de estudos publicados, e as fontes estão no fim do texto.

| Dado | Pombo-torcaz (Columba palumbus) |
|---|---|
| Peso do adulto | cerca de 507 g em média (dados de anilhamento do BTO) |
| Comprimento da asa | cerca de 252 mm |
| Ocorrência no Brasil | não ocorre; vive na Europa, no noroeste da África e na Ásia ocidental e central |
| Tendência em Portugal | crescimento acentuado entre 2004 e 2025 (SPEA) |
| População no Reino Unido | 5,2 milhões de casais (estimativa de 2016) |
| Estado de conservação | Pouco Preocupante em nível mundial |
| Ovos | normalmente 2 (de 1 a 3) |
| Incubação | cerca de 17 dias |
| Tempo no ninho | de 33 a 34 dias |
| Expectativa de vida típica | 3 anos para uma ave que chega à idade de reproduzir |
| Mais velho conhecido | 19 anos, 8 meses e 16 dias |
Como identificar um pombo-torcaz
O pombo-torcaz adulto é um pombo grande e cinzento, de peito estufado e rosado, com uma mancha branca de cada lado do pescoço. Logo acima dela há uma pequena área turquesa brilhante. O olho é amarelo-claro e se destaca no rosto cinza, e o bico é vermelho e amarelo.
A melhor pista está na asa. O torcaz tem uma faixa branca larga atravessando cada asa, na altura da dobra. Em voo, dá para ver de longe, e o BTO (opens in new tab) considera essa faixa decisiva. Com a ave pousada ela fica mais discreta, mas ainda aparece como uma linha branca na asa fechada.

Os jovens são os mais difíceis. Um torcaz jovem não tem mancha branca no pescoço. Ele parece mais liso e um pouco mais pardo que o adulto, muitas vezes com bordas cor de camurça nas penas da asa, e de longe o olho pode parecer escuro. A faixa branca da asa já está lá, então confira a asa antes de concluir que é uma seixa.

Pombo-torcaz, seixa, pombo-doméstico ou rola-turca?
Na Europa, estas são as quatro espécies que você tem mais chance de ver num jardim ou parque. A tabela reúne as marcas de campo usadas pelo BTO (opens in new tab), pela RSPB (opens in new tab) e pela RSPCA (opens in new tab).
| Pombo-torcaz | Seixa | Pombo-doméstico | Rola-turca | |
|---|---|---|---|---|
| Nome científico | Columba palumbus | Columba oenas | Columba livia | Streptopelia decaocto |
| Peso médio do adulto (BTO) | 507 g | 326 g | entre a rola-turca e o torcaz | 205 g |
| Pescoço | mancha branca com um pouco de verde acima (só adultos) | mancha verde brilhante, sem branco | reflexos verdes e roxos | meio colar preto com borda branca |
| Asas | faixa branca larga | duas barras pretas curtas na parte interna da asa; bordas escuras em voo | duas barras pretas largas nas aves de tipo selvagem; plumagem muito variável | lisas, com a parte externa cinza mais escura |
| Olho | amarelo-claro | escuro | não serve de pista | vermelho-escuro |
| Cor do corpo | cinza, peito rosado | cinza-azulado, peito rosado | do branco ao preto, pardo ou malhado | bege-acinzentado claro e rosado |
| Canto | cinco notas | um “uuuh” grave e arrastado | um “crruuu” suave | três notas, “cu-CUU-cu” |
| Onde vive | quase em todo lugar, inclusive cidades | campos, parques e matas; raro em cidades | cidades | jardins, vilas e cidades |
A seixa é a que mais confunde. Ela é menor e mais delicada que o torcaz, não tem branco em lugar nenhum e tem o olho escuro. Segundo a RSPB (opens in new tab), a falta de branco no pescoço é o jeito mais fácil de separar as duas. A seixa faz o ninho em ocos de árvores velhas.

Os pombos de cidade descendem do pombo-das-rochas domesticado, e muitos já não se parecem nada com os ancestrais selvagens. Um pombo com anilha na pata é uma ave criada por alguém, em geral um pombo-correio ou um pombo de raça.
É um pombo-torcaz? Ferramenta de identificação
Responda ao maior número possível de perguntas sobre a ave que você está vendo. A ferramenta pesa as pistas acima e diz qual das quatro espécies combina melhor. Ela usa características de adultos, então leia a observação sobre jovens se o seu pombo não tiver mancha no pescoço.
Como é o canto do pombo-torcaz?
O canto é uma frase suave e um pouco rouca de cinco notas, muitas vezes repetida várias vezes seguidas. O BTO transcreve como “uuuh uuuh uuh uuuuh uuh”. A ave canta de um poleiro alto, muitas vezes um telhado ou uma chaminé, e o canto é mais ouvido nas manhãs de primavera.
Pelo som, a rola-turca é a mais confundida. A frase dela tem três notas com o acento na do meio, “cu-CUU-cu”, e a RSPB comenta que o arrulho parece não ter fim. A seixa solta um “uuuh” grave e longo, que o BTO compara ao som de soprar na boca de um pote de vidro.
O outro som que vale reconhecer é o das asas. A RSPB (opens in new tab) destaca o barulho alto das asas quando o torcaz levanta voo. Na primavera, os machos também fazem voos de exibição sobre o território: o BTO descreve uma subida íngreme, uma ou duas batidas das asas no ar e uma longa descida planando, com a cauda aberta.
O que o pombo-torcaz come?
O torcaz come principalmente plantas. A BirdLife International (opens in new tab) cita folhas verdes, brotos, flores, sementes, frutinhas e grãos, com algum invertebrado de vez em quando. Ele se alimenta no chão e nas árvores e é surpreendentemente ágil para o tamanho. O BTO conta que ele consegue ficar de cabeça para baixo num galho para alcançar frutinhas ou brotos, e que bebe sugando a água, sem precisar levantar a cabeça como a maioria das aves.
O que o separa da maioria das aves que comem sementes é a capacidade de passar o inverno comendo folhas verdes. O BTO (opens in new tab) liga o aumento da espécie no Reino Unido à expansão da colza e dos cereais semeados no outono, que garantem comida nos meses mais difíceis. Um estudo de campo em Cambridgeshire mostrou que a área de colza determinava o tamanho da população que passava o inverno no local.
Lavouras e hortas
Esse apetite explica por que os agricultores europeus o consideram uma praga. Num levantamento de 52 campos de colza no centro e no sul da Inglaterra, Inglis e colegas (1989) (opens in new tab) encontraram danos do torcaz em 48, e as áreas muito comidas renderam cerca de 9% menos. Uma revisão feita para a AHDB (opens in new tab) britânica em 2014 registrou perdas de 10% a 40% relatadas por produtores de couve, folhosas e colza, embora ninguém tivesse uma estimativa nacional atual.
Na horta, a solução é a mesma da lavoura. Cobrir as plantas com tela é um dos métodos não letais que o órgão ambiental inglês, a Natural England, espera que sejam tentados antes de qualquer controle, junto com espantalhos e outros dispositivos e o plantio das culturas mais vulneráveis longe das matas.
Se os torcazes esvaziarem o seu comedouro, o BTO sugere uma grade de proteção que só deixe passar os passarinhos pequenos, comedouros suspensos com poleiros curtos e misturas com pouco grão de cereal. A RSPCA também recomenda não oferecer sementes nem castanhas entre maio e outubro (primavera e verão no hemisfério norte), porque isso pode aumentar o risco de espalhar doenças.
Reprodução, ninho e ovos
O torcaz pode fazer ninho em qualquer mês. Os registros de ninhos do BTO mostram primeiras posturas entre 22 de fevereiro e 20 de agosto, com data média em 30 de abril. A maioria dos casais cria uma ou duas ninhadas por ano. A BirdLife informa que a época de reprodução varia conforme a região, do fim de fevereiro ao começo de setembro.
O ninho é uma plataforma simples de gravetos forrada com gravetos mais finos, capim e folhas. A BirdLife (opens in new tab) dá uma altura usual de 1,5 a 2,5 metros, em árvores, em beirais de prédios ou, às vezes, em vegetação densa ou embaixo de uma cerca viva.
A postura costuma ter dois ovos, de cerca de 41 por 29 mm e 19 g cada. Os dois pais se revezam para chocar, e os filhotes nascem depois de uns 17 dias. Eles então ficam de 33 a 34 dias no ninho, mais tempo que os da seixa (28 a 29 dias) ou da rola-turca (17 a 19 dias), segundo os registros do BTO.
Como todos os pombos, o torcaz alimenta os filhotes com leite de papo, um líquido muito nutritivo produzido pela parede do papo dos dois pais. Um estudo com filhotes perto de Newmarket, de Murton, Isaacson e Westwood (1963) (opens in new tab), observou que eles recebiam só leite de papo nos três primeiros dias. Depois, os pais iam misturando cada vez mais comida de verdade, principalmente grãos de cereais. Os filhotes criados no começo do verão, antes da colheita, cresciam mais devagar e muitos morriam no ninho, ao que parece por falta de comida.
Filhotes de pombo-torcaz
Ao nascer, o filhote tem a pele rosada e uma penugem fina e amarela. Nas semanas seguintes surgem os canhões e as penas. Quando deixa o ninho, parece um adulto mais liso e meio desarrumado, sem a mancha branca do pescoço, e é por isso que tão pouca gente acha que já viu um filhote de pombo.

Linha do tempo do filhote de torcaz
| Idade | O que acontece | Fonte |
|---|---|---|
| Dia 0 | Postura do primeiro ovo | BTO |
| Dias 1 a 2 | Postura do segundo ovo, 24 a 48 horas depois do primeiro | RSPCA (pombos em geral) |
| Por volta do dia 17 após a postura | Eclosão depois de uns 17 dias de incubação pelos dois pais | BTO |
| Dias 1 a 3 após a eclosão | Só leite de papo | Murton et al. (1963) |
| A partir do dia 4 | Grãos e sementes misturados ao leite de papo, em quantidade crescente | Murton et al. (1963) |
| Primeira semana | Pele rosada com penugem amarela | RSPCA (pombos em geral) |
| Semanas 1 a 3 | Crescem as penas | RSPCA (pombos em geral) |
| Dias 33 a 34 após a eclosão | Os filhotes deixam o ninho | BTO |
| Depois de sair do ninho | Mais pardos que os adultos, sem mancha branca no pescoço, mas com a faixa branca na asa | BTO |
Se você quiser estimar a idade de um filhote por uma foto, a nossa tabela de idade do filhote de pombo mostra as fases semana a semana.
Encontrou um filhote de torcaz no chão?
A maioria dos torcazes jovens encontrados em gramados e calçadas são filhotes que saíram do ninho por conta própria. A orientação da RSPCA (opens in new tab) é manter os animais de estimação longe, deixar o filhote já emplumado onde está e observar de longe, porque os pais costumam estar por perto. Se ele estiver em perigo imediato, leve-o a um lugar protegido a poucos metros dali.
Um filhote sem penas, ou com pouquíssimas, ainda é um ninhego e não sobrevive muito tempo no chão. A RSPCA sugere devolvê-lo ao ninho ou a um ninho improvisado, como uma cesta presa à árvore mais próxima. Só recolha um filhote se ele estiver doente ou ferido, se você tiver certeza de que os pais morreram ou se observou por mais de duas horas e eles não voltaram. A nossa página sobre o que fazer se encontrar um pombo machucado explica como acomodá-lo numa caixa e a quem procurar, como um veterinário de aves ou uma clínica de animais silvestres e exóticos.
Quanto tempo vive um pombo-torcaz?
Para um torcaz que chega à idade de reproduzir, a expectativa de vida típica é de uns três anos. Os dados de anilhamento do BTO (opens in new tab) apontam uma sobrevivência anual de cerca de 61% nos adultos, e só uns 52% dos jovens passam do primeiro ano.
Alguns vivem muito mais. Segundo o relatório de anilhamento de 2024 da BTO (opens in new tab), o torcaz mais velho já registrado na Grã-Bretanha e na Irlanda viveu pelo menos 19 anos, 8 meses e 16 dias, mais de seis vezes a média.
A RSPCA cita predadores como o falcão-peregrino e os gatos, além de doenças, trânsito e maus-tratos, entre as coisas que encurtam a vida dos pombos.
População e tendências
O torcaz vai muito bem. Em Portugal continental, o Censo de Aves Comuns da SPEA classifica a tendência como crescimento acentuado entre 2004 e 2025 (aumento significativo de mais de 5% ao ano) e como crescimento moderado nos últimos dez anos. Nos Açores, onde vive a subespécie C. p. azorica, a SPEA também registra crescimento moderado.
Como não há pombo-torcaz no Brasil, não existem dados brasileiros. O gráfico abaixo usa os números do Reino Unido, onde o BTO registrou um aumento de 152% da população reprodutora entre 1967 e 2024, ao lado da França e da Espanha. A BirdLife descreve a população europeia como em crescimento.
No mundo, a espécie é classificada como Pouco Preocupante. A BirdLife International (opens in new tab) estima entre 20,5 e 29 milhões de casais na Europa e entre 51 e 73 milhões de aves adultas no total.
Comportamento, bandos e migração
A RSPB (opens in new tab) descreve o torcaz como arisco no campo, mas manso e fácil de chegar perto nas cidades. O BTO sugere que a perseguição na zona rural pode ser parte do motivo, e o levantamento de jardins da entidade o encontra numa parcela maior de jardins de subúrbio do que de jardins rurais.
Fora da época de reprodução, ele forma bandos para comer nos campos. No fim de outubro e em novembro (outono europeu), o BTO (opens in new tab) registra na Grã-Bretanha bandos enormes, às vezes de dezenas de milhares de aves, voando alto rumo ao sul em dias limpos e calmos. Ninguém sabe ao certo para onde vão, mas nessa época chegam muitos milhares à Península Ibérica.
Segundo a BirdLife (opens in new tab), a espécie é principalmente migratória no norte e no leste da Europa e residente ou parcialmente migratória no resto. Na Espanha, a SEO/BirdLife (opens in new tab) explica que milhões de torcazes do centro e do norte da Europa se juntam à população local a cada inverno.
Onde vive o pombo-torcaz
O torcaz se reproduz em toda a Europa, da Islândia, da Irlanda e de Portugal até a Rússia, e para o leste pela Turquia, pelo Irã e pela Ásia Central até o Paquistão, o norte da Índia e o Nepal. Também vive no Marrocos, na Argélia e na Tunísia. A subespécie da Madeira foi extinta no começo do século XX, e os torcazes dos Açores formam uma subespécie própria, C. p. azorica.
O mapa colore todos os países onde a BirdLife International registra o torcaz como espécie nativa, conforme a estação. A cor vale para o país inteiro, então em países muito grandes, como Rússia, China e Índia, a ave ocupa só uma parte do território.
Não confunda o pombo-torcaz comum com o pombo-torcaz-de-andamão. É outra espécie, que só vive nas ilhas Andamão e Nicobar, no golfo de Bengala, e a BirdLife a classifica como Quase Ameaçada.
Saúde e doenças do torcaz
A doença mais comum em aves de jardim é a tricomoníase, também chamada de cancro. A Garden Wildlife Health (opens in new tab) inclui o torcaz, o pombo-doméstico e a rola-turca entre as espécies afetadas. O parasita ataca a garganta, então as aves doentes têm dificuldade para engolir, babam, regurgitam a comida e emagrecem. Nos pombos, às vezes dá para ver o pescoço inchado de longe. A transmissão acontece por comida e água compartilhadas, por isso limpar comedouros e bebedouros ajuda.
Os nossos guias sobre cancro (tricomoníase) em pombos e sobre os sintomas de pombo doente trazem mais detalhes. Durante surtos de gripe aviária, a RSPCA pede que ninguém manipule aves doentes ou mortas e, se for inevitável, que lave bem as mãos depois.
O pombo-torcaz é protegido?
Depende do país. No Reino Unido, todas as aves silvestres da Inglaterra e do País de Gales, os seus ninhos e os seus ovos são protegidos pela Wildlife and Countryside Act de 1981, mas o torcaz pode ser controlado. Na Inglaterra, a licença geral GL42 (opens in new tab) permite que uma pessoa autorizada abata torcazes para evitar danos graves a lavouras, frutas, hortaliças ou ração, desde que antes tenha tentado de forma razoável métodos não letais, como espantar as aves, usar telas ou mudar o manejo da lavoura.
Em Portugal e no resto da Europa as regras de caça e controle mudam de país para país. O nosso artigo sobre se o pombo-torcaz é protegido explica isso com mais detalhes.
Perguntas frequentes sobre o pombo-torcaz
O pombo-torcaz é a mesma coisa que o pombo comum?
Não. O pombo “comum” das cidades é o pombo-doméstico, descendente do pombo-das-rochas (Columba livia). O torcaz (Columba palumbus) é outra espécie selvagem: maior, com manchas brancas no pescoço e faixas brancas nas asas, e nunca foi domesticado.
Existe pombo-torcaz no Brasil?
Não. Segundo a BirdLife International, a espécie vive na Europa, no noroeste da África e na Ásia ocidental e central. Os pombos de cidade que você vê no Brasil são pombos-domésticos.
Como diferenciar um torcaz de uma seixa?
Procure o branco. O torcaz adulto tem uma mancha branca no pescoço e uma faixa branca na asa. A seixa não tem branco nenhum, tem o olho escuro e duas barras pretas curtas na asa. Os torcazes jovens ainda não têm a mancha do pescoço, mas já têm a faixa branca na asa.
Quanto tempo vive um pombo-torcaz?
Cerca de três anos em média depois de chegar à idade de reproduzir, segundo os dados de anilhamento do BTO. O torcaz britânico mais velho conhecido viveu pelo menos 19 anos, 8 meses e 16 dias.
Quanto tempo os filhotes de torcaz ficam no ninho?
De 33 a 34 dias depois de nascer. Os ovos levam uns 17 dias para eclodir, então cada ninhada dura cerca de sete semanas, da postura até a saída do ninho.
Quando o pombo-torcaz se reproduz?
Ele pode fazer ninho em qualquer mês. A BirdLife situa a época de reprodução entre o fim de fevereiro e o começo de setembro, conforme a região, e na Grã-Bretanha a data média da primeira postura é 30 de abril. Os casais criam uma ou duas ninhadas por ano.
O pombo-torcaz forma casal para a vida toda?
A RSPCA descreve os pombos em geral como aves que formam casais para a vida, e no torcaz os dois parceiros dividem a incubação e a alimentação dos filhotes. Os machos também defendem um território de reprodução, que anunciam com o canto e os voos de exibição.
Fontes
- SPEA: Relatório do Censo de Aves Comuns 2004-2025 (opens in new tab).
- BTO BirdFacts: Woodpigeon (opens in new tab), Stock Dove (opens in new tab) e Collared Dove (opens in new tab). População, tendências, reprodução, sobrevivência e biometria.
- BTO Garden BirdWatch: identificação de pombos (opens in new tab) e ficha do torcaz (opens in new tab) (em inglês).
- BTO Ringing Scheme: recordes de longevidade, 2024 (opens in new tab).
- RSPB: Woodpigeon (opens in new tab), Stock Dove (opens in new tab) e Collared Dove (opens in new tab).
- RSPCA: Pigeons in the UK (opens in new tab) e Found a baby bird out of a nest (opens in new tab).
- BirdLife International (2025): ficha do pombo-torcaz (opens in new tab) e ficha do pombo-torcaz-de-andamão (opens in new tab).
- Murton, R.K., Isaacson, A.J. e Westwood, N.J. (1963). The food and growth of nestling wood-pigeons in relation to the breeding season (opens in new tab). Proceedings of the Zoological Society of London 141: 747-781.
- Inglis, I.R., Thearle, R.J.P. e Isaacson, A.J. (1989). Woodpigeon (Columba palumbus) damage to oilseed rape (opens in new tab). Crop Protection 8: 299-309.
- AHDB (2014). FV 426: revisão dos custos dos danos do torcaz em couves, folhosas e colza (opens in new tab).
- Natural England / Defra: licença geral GL42, 2026 (opens in new tab).
- Garden Wildlife Health: Trichomonosis in garden birds (opens in new tab).
- Vigie-Nature / MNHN: Oiseaux communs, bilan STOC 2001-2019 (opens in new tab). SEO/BirdLife: Paloma torcaz (opens in new tab) e resultados do programa Sacre (opens in new tab).
- Limites dos países no mapa: Natural Earth (opens in new tab) (domínio público). Mapa-base © colaboradores do OpenStreetMap.
Última atualização: 31 October 2026 · Raças
